Afinal, vale mesmo a pena ter uma casa na praia?

casa na praia
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Uma das imagens mais glamourizadas em todo o Brasil é a possibilidade de ter uma casa de veraneio bem ao lado da praia, daquelas que você pode visitar sempre que sair de férias. Porém, com essa fantasia, também vêm diversas dificuldades e problemas. Alguns dos quais fazem questionar se vale ou não a pena ter uma casa na praia só para as férias.

Se você pretende morar em uma área que seja próxima à praia, pode ser que dê certo. Mas ter um imóvel para uma época específica do ano não costuma ser a melhor ideia. Se você está procurando algo do tipo, vale a pena pesquisar algumas de suas alternativas.

Quer entender melhor essa questão? Então, acompanhe!

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Quais são as inconveniências de ter uma casa na praia?

Como já mencionamos, comprar uma casa de veraneio tem seus benefícios, mas também vem com diversas desvantagens. E você deve levar esses fatores em consideração antes de tomar a sua decisão.

Veja aqui alguns dos principais exemplos.

Dificuldade de preservação

Como você já deve saber, manter móveis, roupas e eletrônicos bem preservados pode dar bastante trabalho. Devido à maresia — o ar com o sal do mar —, muitos desses itens tendem a se corroer mais rápido quando não são muito bem cuidados todos os dias.

Já que você e sua família estarão no local por pouco tempo ao longo do ano, é bem mais difícil tomar essas atitudes. Caso entre alguma umidade, pode não haver ninguém para fazer a limpeza necessária, a menos que você contrate alguém para essa tarefa.

Pouco uso efetivo do espaço

Por mais que você adore ir para sua casa de veraneio todos os dias das suas férias e feriados, é bem provável que passe menos de 2 meses por ano no local. Isso significa que, nos outros 10 meses, você não vai aproveitar o local pelo qual pagou.

É verdade que, no fim das contas, esse é o propósito desse tipo de casa, mas esse é um grande desperdício do seu investimento. Existem formas mais eficientes de fazer uso de um imóvel que você não pretende utilizar de forma rotineira.

Custo com reformas e IPTU

Independentemente de haver pessoas vivendo em uma casa ou não, ela tende a se deteriorar com o tempo, exigindo algum investimento em reformas. Da mesma maneira, certos custos não regulares não deixam de serem aplicados, mesmo quando você não está presente. Esse é o caso do IPTU e da taxa mínima de luz, por exemplo.

Mais uma vez, mesmo que você só use o imóvel de vez em quando e não consuma nada, ainda precisa pagar esses valores regularmente para poder aproveitar sua casa na praia algumas semanas por ano.

Falta de flexibilidade nas suas férias

Por fim, mas não menos importante, ter uma casa de veraneio parece muito interessante no começo, mas é bem inconveniente se você quiser viajar para outros lugares. Afinal, se você investiu em um imóvel, deve ficar mais inclinado a usá-lo com bem mais frequência.

Sendo assim, se você quiser passar suas férias ou feriados em outros lugares, esse imóvel se torna um peso morto no seu orçamento e na sua memória. A menos que você goste muito de ir àquele lugar específico, esse não é o melhor caminho.

A multipropriedade é uma boa alternativa?

Diante de todos os inconvenientes que citamos, ainda há algumas opções que podem atender ao que você deseja: uma casa no campo, que você possa usar com custos mais baixos e tirando maior proveito. Um dos caminhos possíveis é a multipropriedade.

De forma simples, a multipropriedade é quando várias pessoas são titulares do mesmo imóvel, e têm direito de uso proporcional à fatia que são donas. Dessa forma, você e outras pessoas podem se juntar para comprar uma casa de veraneio e compartilhá-la, ou seja, você paga de fato pelo que se utiliza.

Esse formato apresenta diversas vantagens bem relevantes. Veja aqui alguns exemplos.

Possibilidade de administração profissional

Na maioria dos casos, os acordos de multipropriedade também são vinculados à contratação de uma administradora de imóveis. Dessa forma, é possível garantir que todos os proprietários arquem com suas responsabilidades de pagamento do IPTU e outras despesas, sem perda de prazo.

Além disso, essas empresas de administração também costumam incluir profissionais que fazem a manutenção do imóvel na ausência de um dos proprietários. Dessa forma, é possível assegurar a limpeza do local, sua segurança e garantir que, ao chegar, não será necessário passar muito tempo lidando com esses pontos.

Custo rateado

Obviamente, ao dividir uma propriedade com várias pessoas, você também vai dividir os custos envolvidos no processo. Isso significa que você não tem que pagar sozinho despesas como a taxa de luz, o IPTU, o condomínio ou a taxa da administradora do imóvel.

Além disso, também significa que o processo de aquisição do imóvel é bem mais tranquilo, permitindo que todos fechem a compra mais rapidamente ou que as parcelas sejam mais suaves. No fim das contas, acaba sendo uma boa oportunidade para quem não tem uma renda tão elevada também.

Mais adequado para uso com menor frequência

Por último, mas não menos importante é sempre bom lembrar que esse formato é ideal para pessoas que têm a intenção de revezar o uso do imóvel. Como todos estarão presentes em diferentes épocas do ano, o local tende a ser bem aproveitado, mesmo que você só esteja lá uma fração desse tempo.

Todos os proprietários têm um calendário com regras contidas em convenção condominial para prioridade de escolhas. Dessa forma, todos podem ficar mais satisfeitos com o imóvel. E se você quiser maior direito de usufruto, pode comprar uma parte maior ao longo dos anos.

Agora que você entende melhor as complicações de ter uma casa de praia e que uma das melhores alternativas é a casa no campo e o conceito de multipropriedade, pode fazer a melhor escolha. Quando se trata de comprar imóveis, é importante saber como tirar o maior proveito possível.

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